sábado, 24 de janeiro de 2015

O novo...do velho

O novo já preexiste sob a forma de germe que se desenvolve nas entranhas do velho. (Machado de Assis)

Estudo, trabalho e talento

Não se contente com uma ruidosa nomeada; reaja contra as sugestões complacentes do seu próprio espírito; aplique o seu talento a um estudo continuado e severo; seja em fim o mais austero crítico de si mesmo[...] Aponto-lhe o melhor dos mestres, o estudo; e a melhor das disciplinas, o trabalho. Estudo, trabalho e talento são a tríplice arma com que se conquista o triunfo. (Machado de Assis)

Entre a dúvida e o querer


Eu não acredito que eu possa fazer isso um dia, mas eu quero fazer isso um dia. (Ian)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Discurso de um mundo perfeito: A Universidade


Acabei de chegar e logo encontro um velho amigo que esperava-me na entrada.  Niil, era um homem desprovido de fé, mas bem realístico. Enquanto andávamos pelas “ruas” da Universidade, ele me mostrava o que havia no interior da matéria, e não o que se ver quando se está sentimentalmente “feliz” com aquela coisa que é necessária a todos os homens, a ilusão.
Logo depois, enquanto me despedia do meu velho amigo Niil, percebi a realidade por si mesma. Eu vi uma gigantesca máquina de modelagem, modelando objetos da mesma natureza. Essa máquina era subordinada a um Sistema maior que necessitava desses objetos e que eram controlados por um certo senhor conhecido como “mercado”; um senhor muito rígido e autoritário, do qual já tinha ouvido falar. A gigantesca máquina modelava os objetos, imprimindo neles um certo conhecimento utilitário, onde quem melhor fazia uso desse conhecimento, poderia ser selecionado por aquele certo senhor. Uma vez selecionados, os objetos eram levados ao Sistema, encaixados nos espaços reservados para eles, e com isso eles mantinham o Sistema em funcionamento, pois as velhas engrenagens eram substituídas umas pelas outras de tempo em tempo, devido ao desgaste.

Algum tempo depois, fui informado que aquele velho amigo foi preso, julgado pelo Sistema e sentenciado a morte existencial, simplesmente por uma razão: ele possuía um espírito livre. (Ian)

Discurso de um mundo perfeito

Quando se diz que toda a esperança se foi, a maioria ainda acha tal proposição uma loucura. A compreensão viva só é possível pela experiência. A maioria simplesmente não experimentou o mundo na sua forma despida e vive em uma ilusão que é, no entanto, necessária para que se mantenha o curso da vida até a velhice, até a morte. Esse mundo necessitava de uma Redenção. (Ian)

sábado, 22 de novembro de 2014

O voo no vácuo

·          
Como no profundo oceano,
Fenômenos eternos desconhecidos
Um Verbo, um Humano
Os Teus seres em si escondidos

Profundeza em palavra incolor
E eu mais fraco em Tua fraqueza
Um pintor sem cor
Humana natureza

Teu coração é de letras infinitas
Minha razão se perde
Em torno de mim gravitas
Onde teu voo desferes (Ian)

Em Aristóteles eu encontro...


...Assim como a visão esta no olho, a razão está na alma, e assim como a calma está no mar, está a falta de vento no ar.

...É impossível lembrar-se de nada que não pertença ao passado.

Se a adição de uma coisa a outra faz com que esta outra se torne boa ou
branca, quando anteriormente não era boa nem branca, então a coisa acrescentada será branca ou boa — isto é, possuirá o caráter que comunica ao todo. Por outro lado, se a adição de alguma coisa a um dado objeto intensifica o caráter que ele possuía tal como foi dado, então a coisa acrescentada possuirá, ela mesma, esse caráter

 Porque, se a coisa acrescentada não torna a outra boa, nem por isso e evidente que ela mesma não seja boa: com efeito, a adição do bom ao mau não faz necessariamente com que o mau se torne bom, como a adição do branco ao preto não faz com que o preto se torne branco.


Pois não e forçoso que um contato seja uma união; antes pelo contrario, a união e que deve ser um contato: pois o que esta em contato nem sempre se une, embora o que se une esteja sempre em contato.(Aristóteles, em Tópicos)